segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Algumas informações da Diferença entre Passado e Historiografia


Por: Maykon Santos da Silva 1

JENKINS, Keith. A História repensada. Tradução de Mário Vilela. 2º ed. São Paulo. Contexto, 2004. p 23-43.

Primeiramente para compreensão temo s que nos fazer uma pergunta o que é História?  Será que é tudo que aconteceu no passado?  Particularmente compartilho da idéia de que cada sujeito tem uma compreensão do que a História abrange e que há uma diferença entre passado e historiografia.
O termo passado pode ser referido a tudo que já aconteceu logo historiografia significa dizer que são os documentos produzidos por historiadores. Então partindo desde pressuposto quanto estudamos um fato, iremos estudar o que foi produzido sobre ele, e não o fato na essência, pois a única forma de viajar para o passado é através dos livros escrito por historiadores, porém isso não significa ir à fonte e conhecer a verdade e todos os acontecimentos.
O Historiador quando se propõem trabalhar uma temática faz seu recorte temporal junto com uma linha de pesquisa. Não há como uma pessoa fazer o registro de todos os acontecimentos, pois estes são praticamente infinitos.
Desta forma quanto estudamos um livro de história, não estamos estudando a história real do determinado período que o livro traz. Mas estamos estudando seu autor, estamos conhecendo a história pela ótica do autor.
Um exemplo concreto de que não conhecemos a história real, mas somente a historiografia dela é a História Antiga, pois os registros deste período praticamente escondem a historia das mulheres, classes sócias junto a tantos outros elementos.
 O Mundo chega a nós pela leitura do passado, sobre o olhar dos historiadores junto a seus discursos e fontes, pois geralmente estes fazem uma analise constante dos registros tentando encontrar nos vestígios para fundamentar sua tese.
Apesar de parecer óbvio que todo conhecimento historiográfico é construído, á muitos historiadores com suas pretensões, insistindo em escrever a história com uma coisa real e totalmente verdadeira. O conhecimento Histórico é bastante frágil, é esta fragilidade que nos permite sempre trazer novas discussões, pois se a história fosse concreta, iríamos chegar ao um ponto de que não seria mais preciso escrever e analisar o “passado”, aonde tudo que se pode conhecer da humanidade estaria nos livros.
Para deixa mais claro o que estou dizendo, desconheço um historiador que teve ou tem a habilidade e reconstruir o passado, a máximo que ele pode fazer é descrever uma pequena parte do que aconteceu, fazendo assim impossível trabalhar a história total.
Não há como fazer comparação do passado, o que podemos fazer hoje é comparar os relatos que envolvem o passado, pois o passado já foi não há como trazê-lo novamente. E está comparação vai obedecer ao critério metodológico e teórico do historiador, sendo assim o historiador tem ampla liberdade para interpretar e escrever, e esperamos que ele seja o mais moral possível em suas escritas.
É bastante comum vermos historiadores analisando os mesmos acontecimentos e fontes, mas também não é difícil perceber que há uma certa “rivalidade” entre eles, pois não raras às vezes chegam a conclusões diferentes, por exemplo, há dois historiadores fazendo um estudo das causas da Segunda Guerra Mundial usando as mesmas fontes, mas chegam a conclusões diferentes, isso acontece devido os métodos e teorias utilizadas durante a pesquisa. Ou seja, no campo da história sempre haverá contradições e ela sempre será inferior ao passado. Talvez não haja contradição em quanto as datas mais como isso aconteceu e a escolha dos fatos “mais ou menos” importantes sempre fica a critério do historiador.
Mas a forma que é estruturada este passado, nos permite sempre saber mais do que as pessoas que viveram nele. Este passado vai continuar intocável, o que vai mudar ao decorrer dos anos é a forma que é interpretada, há quem diz que a história sempre é nova, pois usamo-la para o presente, apresentado ela com conceitos atuais.
Desta forma o historiador deve ter consciência que nunca vai conseguir chegar a história real, porém isso significa que a história existe, mas nunca vai chegar até ela em sua forma original, entretanto não lhe permite estudar e conhecer o máximo.
Está falta de verdade e carência do real, não significa que a História não é uma ciência, pois assim com nas ciências exatas a história tem seus métodos rigorosos. Apesar muitas pessoas acreditar que os historiadores trabalham de formar empírica, eu não vejo desta maneira, pois um historiador quando vai analisar suas fontes faz leituras com métodos, que acreditam vão possibilitar chegar o mais próximo da “verdade”. Para dar sustentar o que estou dizendo existe mais de 25 métodos para trabalhar com a historiografia.
Cada historiador leva contigo uma ideologia, e isso ajuda qual a escolher quais métodos são eficaz. Podemos notar que muitas as vezes o historiador segue uma linha que não gera muito desconforto para a classe dominante, desta forma em alguns países é difícil um historiador trabalha com métodos marxistas, feministas ou que insira a cultura negra.
Neste sentido vemos bastante livro que atingem as massas de caráter positivista e oficial, acredito que a história pode ser uma grande arma e tem capacidade de conter ou revolucionar países inteiros. Por isso é muito questionado para quem e para que a história deva ter sentido, pois que consegue “controlar” o passado “controla” o presente. Os discursos ideológicos acabam sendo um legitimador e a história de arma para a classe dominante.